
Mopho - 2:06 AM Comentários::
Sexta-feira, Outubro 24, 2008

Mopho - 7:17 PM Comentários::
Segunda-feira, Outubro 20, 2008
Histórias de Hospital
TARDES DE SÁBADO
Antes mesmo que eu pudesse me dar conta, já estava ouvindo o mesmo disco pela terceira vez.
Pensava as mesmas coisas.
The Concept
Não dá pra não pensar que eu estraguei tudo. Nunca fui bom em tomar decisões. Nunca pensei...enfim. As pessoas se fazem de duras e racionais, mas no fundo, todo mundo sabe o quanto dói. E eu me sentia tão querido que é inegável uma ponta de arrependimento.
Satan
Acendo outro cigarro e vejo todo mundo aplaudindo a banda.
December
As ruas estão calmas. Era outono e não fazia frio nem calor. A sensação era boa. minha mãe direita quente segurando a mão esquerda dela. Às vezes a gente ficava em silêncio e eu ficava olhando pra ela. Ela ficava encabulada e ficava ainda mais bonita.
Andar pela cidade nunca foi tão bom.
What You Do To Me
Noites e dias! Nada fazia muito sentido, mas foi a época da exploração mútua. Penso no sexo e em tudo que vem com ele. E penso que o sexo é só a cereja no bolo. A sensação de passar os dedos entre os cabelos dela que está com a cabeça encostada em meu peito enquanto dou uma profunda tragada no cigarro é algo impossível de se descrever.
I Don't Know
No que isso tudo vai dar eu realmente não sei. Mas, ao contrário do que eu pensava tempos atrás, acho que estou no caminho certo. Nada como crescer. Mesmo sem entender direito. Mesmo quando sinto que estou errado. Mesmo quando acho que tudo vai dar certo e duvido de mim mesmo em seguida. Eu queria poder te dar a dimensão da minha dúvida. Eu queria poder te dar a certeza que eu não tenho. Mas acho que tudo que eu tenho a oferecer é esperança.
Star Sign
Sei lá, eu queria estar longe. Onde ninguém me conheça. Onde eu possa conhecer alguém. Pode ser aqui, eu sei. Talvez seja até mais legal. Essa sensação de não saber como agir é estranha. Não é novidade pra mim, mas sempre me traz essa coisa de ser a primeira vez, de não saber como se comportar, o que dizer...o que esperar. Mas é fato, fazia que eu não via uma garota tão bonita.
Metal Baby
Era sempre tão legal cantar aquelas canções todas. Como pôde a gente gostar de tanta coisa...ter tanto em comum pra acabar como acabou. Mas nessas horas, quando penso nisso, penso também em todos aqueles momentos. Penso em tudo que foi dito, escrito...cada olhar. Nunca vou esquecer aquele olhar...Nunca o rock n' roll foi tão doce. Só o rock era sobre amor.
Pet Rock
As coisas deveriam ser mais simples. Me lembro de não querer jogar o jogo. Besteira minha. Eu não percebia que à partir do momento que tu encara como jogo, perde-se toda a graça. O importante, mais importante do que vá acontecer depois, é dar as flores pra ela. É saber o que se sente e não querer esconder muito não! É besteira.
Sidewinder
É possível que eu tenha cometido vários erros. Eu me cobro muito isso. Talvez eu tenha mesmo forçado a barra, sem perceber. Talvez eu tenha, inconscientemente, cobrado algo a mais. Com certeza não devo ser dos melhores amantes. Saber dar atenção às coisas...às pessoas. Não que eu ache que eu mereça. Tempo, tempo, mano velho. Por quê eu não fui encontrar ela daqui cinco ou dez anos?
Alcoholiday
Olho pra frente. Ao mesmo tempo que estou excitado, tenho receio. Queria conseguir não pensar em nada. Porque é o que é: Nada. Não há chances...não é um jogo. Penso em tudo que passou pela minha vida. O século vinte um realmente me fez muito bem. Me ensinou no afago e na paulada que a simplicidade, que acreditar, que prazer, que dor de verdade...realidade...tudo isso é o que faz a diferença.
Guiding Star
Na verdade, nada disso faz muito sentido, faz? Quero dizer...por um momento lembro que fui feliz, no instante seguinte me dói saber que posso ter sido eu o culpado...eu posso ter machucado quem gostava realmente de mim. Mistura-se aqui carência, desilusão...e, por quê não, amor.
Is This Music
Olho pro céu e me lembro que ainda tenho o que conquistar, mesmo não sabendo bem o quê. Mas é bom acabar com esperança. Esperança. Palavrinha em destaque atualmente por aqui. Nada como, pelo menos poder achar, que se tem valor...
Respiro fundo.
Mais um cigarro?
Acho que vou ouvir o disco só mais uma vez.
Ouça o disco aqui.
Mopho - 12:09 AM Comentários::
Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Mopho - 4:50 PM Comentários::

Mopho - 2:26 PM Comentários::
Terça-feira, Julho 08, 2008
DOIS MESES
Para Hortência
Engraçadp como a gente vai se conhecendo mais por causa de pequenas coisas. Coisas que tu não se dá conta, por simplesmente não compreender...
É. por exemplo, o que eu sinto quanto ouço uma canção, me surpreendo quando vou ouvindo um disco e vou descobrindo uma faixa melhor que a outra.
Eu sempre achei que as maiores emoções que eu já senti na vida até agora tinham sido proporcionadas pela música. Shows legais que presenciei, conhecer um ou outro artista legal, estar tocando num palco, ver pessoas que eu não conheço cantando um refrão de uma música minha...
Mas agora, eu descubro outras coisas em mim.
Claro, não deixei nada de lado. Nem o rock n' roll em toda sua totalidade na minha vida (amigos, bandas...).
Tive a enorme sorte de ver bater á minha porta alguém que eu nunca acreditei que fosse aparecer assim. Alguém com quem trocar mais que conversas sérias ou dissimuladas, copos de cerveja e acordes barulhentos. Alguém que faz eu me sentir inexplicavelmente satisfeito. Alguém que faz com que eu acredite mais nas coisas, em mim mesmo, e, principalmente nela. Alguém que me derruba com um sorriso. Alguém que faz eu me esquecer do tempo quando me beija o pescoço.
E hoje, dia sete de julho, faz dois meses que eu não consigo sair de casa sem pensar em ter ela do meu lado. Nem que seja pra saber que ela está ali caso eu queira abraçar, caso sinta falta daquele cheiro bom que ela tem ou ver como ela fica encabulada quando eu não consigo parar de olhar pra ela...
Dois meses, cara!
A Hortência apareceu de repente pra mudar minha vida, me fazer tomar decisões que eu nunca imaginei tomar, fez eu entender uma porção de coisas sobre sentimentos que eu acreditava utópicos e, principalmente, me deu nesses dois meses o que eu sempre sonhei de um namoro: Intensidade, carinho, respeito, cumplicidade...amor.
Dois meses!
E eu não tenho mais medo de dizer que eu amo mesmo!
Amo você, Hortência.
Mopho - 12:45 AM Comentários::
Sexta-feira, Julho 04, 2008
Buenas!
Mil coisas pra escrever, mas, como sempre, falta tempo, disposição e etc...
Vamos começar então sem muita lenga-lenga.
+=+=+ROCK N' ROLL+=+=+
Parece que estou de volta aos meus tempos de entusiasmo em tocar rock n' roll.
A banda Intranse Cover, tocará novamente neste sábado e estamos todos empolgados.
Claro, não posso falar pelos meus colegas de banda, mas de minha parte, a banda tem me agradado cada vez mais desde sua volta triunfal, quando adicionamos o Cover ao nome e, posteriormente, o Marcão como guitarrista.
O repertório cada vez mais me agrada, deixando claro que a banda quer mesmo é trazer um repertório diferente pro público, hora desenterrando bandas esquecidas, hora trazendo coisas novas, desconhecidas...E em contra-partida, não fica em função disso, fazendo essa renovação de acordo com o gosto em comum dos integrantes para que não falte empolgação e paudurescência na hora de tocar, e não se baseando somente no que possa ou não agradar o público.
Eu nem acredito que estamos com um repertório que conta com bandas que eu amo como Cachorro Grande, Faichecleres, Teenage Fanclub, Faith No More...e isso é maravilhoso, até porque eu desafio você, leitor amado, leitora querida, a achar uma banda que toque no Berlin que conte com tais covers inusitados em seu repertório.
Então, reforço aqui pra vocês que a banda volta ao Berlin neste sábado, dia 05 de julho de 2008. De quebra apresentamos a banda Fantoch, banda de São José dos Campos, que, pela primeira vez pisa em solo mariliense para tocar um repertório também bem diferente, com composições próprias e covers.
Sem dúvida é uma noite que promete!
Pra quem quer ir e ainda não foi atrás de convites mais baratos, ainda me restam alguns convites por cinco reais. Vários já estão reservados e os que restam, creio que não durarão muito. Então basta procurar este que vos escreve, ou qualquer outra integrante da banda para falar sobre isso. Fora isso, o esquema é o mesmo de sempre, no dia da apresentação, das 20:00 às 22:00 dá pra comprar o convite por sete pila. Depois, na hora vai estar por volta de doze pila.
Também a banda Vera Fisher vai de vento em popa! Investindo, ensaiando, compondo...idéias e mais idéias surgem e estamos nos esforçando para aproveitar cada uma delas.
Investimos numa potência para melhorar os ensaios, já que a caixa onde estávamos ligando os microfones estava precária. Melhorando a qualidade sonora, facilita para a banda se desenvolver, se perceber tocando, ver onde erra e onde acerta.
Além disso, novas canções surgem.
A banda tem me motivado muito a compor mais. Não que eu tenha nenhuma intenção nem poretensão de me impor na banda, mas das quatro canções de composição próprias da banda, três são minhas. Temos uma quinta engatilhada, essa de composição geral, numa jam o Guilherme fez um riff no baixo, eu e Franja entramos, mudamos andamentos, eu joguei outro riff de guitarra em cima do riff do baixo...o Toty já começou a pirar numa letra...e assim tá indo. A música ainda está meio samba do crioulo doido, mas acho que dá pra organizar todos os pedaços e fazer uma música bacana.
E os covers que temos escolhido para tocar também não poderiam me fazer mais feliz. Cascavelletes, The Who, Kinks. Walverdes...e até Beatles!
Viva Vera Fisher!
E além de tudo, acabo de ser informado que já temos marcada nossa primeira apresentação. Será no evento Fábrica de Vagabundos, que rolará no dia 10 de outubro. Ainda não temos detalhes de local e etc...mas assim que aparecer alguma coisa informo vocês.
Ainda falando em bons sons, quero falar-lhes sobre um rapaz que tenho escutado muito nos últimos dias.
Trata-se de Rafael Castro & Os Monumentais.
O tal menino Rafael é de Lençõis Paulista. Minha querida Hortência me passou o link com o myspace do garoto. Quando comecei a ouvir, não acreditava...composições bem feitinhas, boas melodias, criativas...letras sensacionais. Esse cara é gênio! Compositor fantástico! Rock n' roll sixtie delícia...jovem-guarda new generation, power música delícia cremosa!
O som de Rafael Castro & Os Monumentais faz referência a uma diversidade ímpar de estilos. Mas a base, claro, é o bom e velho rock n' roll.
Nas primeiras audições o som vai lhe remeter a bandas como Graforréia Xilarmônica e Júpiter Maçã, aquela coisa meio new-Jovem Guarda, mas com referências a outros estilos...um tropicalismo escrachado, sem cabecismo...
As músicas são muito bem executadas, mas o segredo maior aqui são as letras. Verdadeiras pérolas aparecem a medida que vai se conhecendo e ouvindo as canções. Polaroid, Mulher Bicombustível, Barman, Professora Lúcia...letras bem humoradas, mas sem exageros, com aquele sabor meio nonsense...coisas bem típicas da Graforréia mesmo.
Olha, é mais que recomendado por este que vos escreve!
Seguem aí abaixo os links pra conhecer a obra do rapaz.
MySpace
http://www.myspace.com/sabesp
Palco MP3
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/rafaelcastro/
Tramavirtual
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=84272
Perfil no orkut
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=17451466112777526625
+=+=+FILMES+=+=+
Na onda de novos filmes com personagens clássicos do cinema dos anos 80, assisti dois filmes. Rambo IV E Indiana Jones E O Reino Da Caveira de Cristal.
Falando primeiro de Indiana Jones, eu não esperava nada deste filme além do que já estava acostumado a ver nos três filmes anteriores do homem do chapéu e do chicote. A fórmula dos filmes do Indiana Jones é perfeita e funciona se usada corretamente. No caso, a química está basicamente na trinca Spielberg, Lucas e Ford.
E eles não quiseram ser ousados, nem inovadores. Que bom pra nós, pois mantiveram o bom e velho Indiana Jones como sempre foi. Arranjaram uma história bacana, colocaram bons coadjuvantes e acertaram a mão no enredo, rechearam com uma piadinha aqui, outra acolá, cenas eletrizantes de ação e pronto.
Mais um filme do Indiana Jones está pronto para os iniciados ou não na carreira do arqueólogo mais excêntrico da história do cinema.
Diversão garantida.
Já o Rambo...a conversa muda um pouco.
Claro, não dá pra tirar os créditos de Sylvvester Stallone. Só pelo que ele fez com Rocky Balboa, o homem merece ser respeitado, pois o desfecho da saga do Garanhão Italiano foi das mais honrosas e emocionantes.
Ok.
Mas depois deste grande êxito, o velho Sly resolveu tirar a poeira do boina verde John Rambo e trazê-lo de volta às telonas.
Eu sempre gostei muito do Rambo. Desde pequeno até hoje. O Rambo sempre teve um quê de anti-herói pra mim. Apesar de durão, justo e todos esses atributos de um herói, Rambo é feio, caladão, explosivo e impiedoso.
Este Rambo IV é muito bem feito. Dos quatro filmes do personagem, este é o que traz as cenas mais sanguinolentas, sem muito pudor...mas o filme cansa um pouco. Parece não ter um roteiro muito coeso...Ficou uma coisa muito assim: Rambo aparece de repente anos depois de sua última aventura (que foi no Afeganistão) nas redondezas da Birmânia tentando levar uma vida anônima e pacata. Como ele chegou lá, por quê foi pra lá...? Parece que Stallone não se preocupou muito com isso. O fato é que, coincidentemente, rolava por ali uma guerra civil que viria bem a calhar para o velho Rambo tirar aquele arco e flechas do armário. Aí, foi só aparecer um grupo de pessoas querendo chafurdar naquela lama, um grupo religioso que levaria comida e remédios para as vítimas e precisam do barco do Rambo pra subir o rio e chegar até a zona de guerra.
Rambo leva a turma até lá. Eles são feitos prisioneiros pelos inimigos e Rambo acaba indo lá pra resgatar o pessoal.
Já viu esse filme?
Pois é. Lembra mesmo Rambo II A Missão, onde ele vai resgatar soldados americanos e tal...e o Rambo III quando ele vai resgatar o Coronel Trautman.
O grande lance neste novo filme do Rambo é que faltam amarras. Talvez falte ali o Coronel Trautman dando aquela força amiga, ou sei lá...
A verdade é que, se formos pensar, Rambo II e Rambo III Seguem a mesma linha. Rambo quer abandonar os campos de batalha, mes sempre acaba sendo "forçado" a voltar, seja pra salvar alguém que ele gosta, para salvar compatriotas ou para salvar a loirinha gostosa...Com um roteiro realmente interessante e tal só mesmo o primeiro.
Porque ali no Rambo I, é o retrato do soldado americano que volta do Vietnã completamente deslocado, sem trabalho, ou ocupação. No máximo o cara ganha uma medalha no peito, mas nenhuma assistência. E aí o nego pira mesmo.
Rambo I é isso aí levado, obviamente, a extremos. Mas a cena clássica do fim do filme quando Rambo desabafa com Coronel Trautman chorando feito criança, falando que seus amigos morreram, que ele não conseguia mais se sentir em casa, que ele não sabia fazer mais nada a não ser atirar...chega a ser comovente sim.
Começo a pensar que se eu assistir Rambo II e Rambo III agora vou achá-los tão fracoS quanto este Rambo IV. O lance é que na época que eu assisti esses filmes, era apenas um moleque que gostava de ver ação, tiros e explosões na tv. Hoje em dia preciso de mais que isso. Tem que ter um roteiro, um enredo interessante...tem que ter os por quês das coisas...
E o pior é que não podemos nem falar que foi o último filme do Rambo. Se o velho Sly encanar, ele pode muito bem escrever outro filme pro Rambo. Quem sabe na próxima vez o Rambo não vem parar no Brasil e vai resgatar algum figurão que foi sequestrado por traficantes no Rio de Janeiro. O Rambo subindo o morro seria massa!
Agora filmão mesmo que eu vi recentemente foi Piaf!
De uns tempos pra cá, venho me interessando muito pela cultura francesa...ouvindo música e tal. E acabei chegando neste filme que conta a história da cantora Edith Piaf, ícone da música francesa e mundial. Nunca fui muito de ouvir Piaf. Já ouvi várias vezes porque minha mãe gosta, tem um disco dela e escuta ás vezes...
Mas vendo o filme, tudo muda. Agora, eu ouço esse disco da Piaf e é forte pra caralho!
Mas falemos do filme.
Intenso acho que é a grande palavra para definir este filme e também a vida da cantora Edith Piaf. Abandonada pela mãe ainda pequena, ela foi criada pela avó que, por sua vez, era dona de um bordel. Aí tu já vê que a guria cresceu com bases familiares pouco convencionais.
Mas o bicho pega mesmo no filme quando mostra Piaf já crescida batalhando, cantando pelas ruas e tomando porres, depois já mostrando a ascenção, sublinhando os problemas de saúde, os excessos...e a necessidade dela de cantar. Como escolhia seu repertório...
Não à toa a atriz Marion Cottilard ganhou o Oscar de melhor atriz por essa atuação impecável. A mulher incorporou a Piaf de forma inacreditável!
Não só recomendo que vocês assistam o filme, como também escutem os discos dela. Já estou baixando bastante coisa. É foda! Forte pra caralho!
É aquela coisa. Música velha, saca? Mas pra quem gosta de ouvir música e absorver os sentimentos, sentir bater na veia...tá mais que recomendado. É como ouvir os bolerões sofridos do Nélson Gonçalves, é como ouvir Piazzola...virei fã mesmo!
E acho que por hoje já chega, né?
Nos vemos no Berlin, na Fábrica de Vagabundos, nos botecos da vida...
Abração!
Mopho - 12:30 PM Comentários::
Terça-feira, Junho 10, 2008
Buenas!
Estava com saudade de escrever aqui nessa pocilga...
Mas sabe como é, falta tempo, disposição...assunto até que não falta não, viu.
Com este texto, estou utilizando pela primeira vez o tal Google Docs, pra ver qual é...parece interessante. Pra mim é uma boa, porque vou escrevendo e salvando sem, necessariamente, salvar na memória do computador. O que é bom já que estou no trampo e sempre que escrevo aqui, tem que ser por partes...começo, tenho que parar pra tirar um xerox, ligar pra alguém...coisas do tipo. E além de tudo, não gosto de salvar coisas pessoais no pc do trampo. Por mais que sejam textos descompromissados, é sempre bom tentar manter o máximo de discrição.
Pra começar, ontem, de uma vez só, vi os 6 primeiros episódios da quarta temporada do Lost. Fui na locadora descompromissadamente e alugar um filme e, eis que vejo lá...os três primeiros DVDs com os 6 primeiros episódios. Não me contive e aluguei. Ontem de noite comecei com o primeiro e acabei assistindo os seis! Fui dormir duas horas da madrugada pirando...a temporada começou muito bem...maldito seriado! Voltei a ficar viciadaço no troço! Foda é que é tanta coisa agora pra comentar sobre isso e poucas pessoas que eu conheço e que gostam de Lost viram a quarta temporada...Bah! Mas tá muito foda!
Antes dessa sessão Lost ontem, assisti o belíssimo A Cor Púrpura com a doce Hortência ao meu lado. Inclusive indicação dela o filme, eu não tinha visto. Claro que em se tratando de filmes do Spielberg, já não tem muito o que falar, pois conclui-se logo que é coisa boa. Me surpreendeu a atuação da Whoopi Goldberg. Ela é uma atriz que nunca me chamou a atenção. Fez um ou outro filme bom, tipo Mudança de Hábito, ou Ghost, como bem lembrou el escama recentemente...mas a maioria dos filmes que vi com ela, não achei grande coisa...
Mas este surpreendeu mesmo. Pela bela narrativa da história, pela atuação cheia de sentimento...realmente adorei o filme.
Agora vou retribuir. A Hortência me mostrou esse belo filme que eu não tinha visto. Agora é minha vez. Vou assistir com ela em breve um dos grandes filmes que já assisti e que ela ainda não viu...
Um filme simples, direto, intenso...Jerry Maguire!
Cameron Crowe é um diretor fenomenal! Sendo um diretor jovem e muito talentoso, seus filmes têm um andamento mais dinâmico e uma narrativa mais direta, pop, por assim dizer.
Jerry Maguire é um filme sobre a vida. Sobre perdas, ganhos, incertezas, ambições. É sobre alguém que aprende e desaprende a viver na sociedade. É um filme engraçado, emocionante e envolvente. Mais uma vez a dobradinha Cameron Crowe e Tom Cruise deu excelente resultado, ambos trabalharam juntos no maluco Vanilla Sky. Neste Jerry Maguire Tom Cruise se mostra totalmente à vontade e intimamente ligado ao personagem, fazendo uma atuação brilhante.
E o rock n' roll...
Bueno, estou muito satisfeito. Escrevi mais uma canção semana passada.
E daquelas que me enchem de orgulho.
Há tempos que eu e Victor "el escama" Emmanuel conversamos sobre simplicidade X complexidade na composição de canções. Eu sempre quis fazer um rock, daqueles nos moldes antigos, aquela coisa Chuck Berry, três acordes e tal. Mas justamente por ser extremamente simples, não é nada fácil escrever uma canção dessa. Tem que ser espontânea e tal...nada muito pensado.
E foi assim que me apareceu esta canção. Eu ouvia o disco Se Sexo É O Que Importa, Só O Rock É Sobre Amor, o primeiro disco da banda gaúcha Bidê Ou Balde. E justamente foi ese título do disco que me chamou a atenção. Fiquei com isso na cabeça..."Que frase bacana..." e tal...Aí eu estava trabalhando e comecei a pensar o que essa frase queria dizer, me vieram algumas coisas na cabeça e comecei a anotar. De cara, já me veio uma melodiazinha bem rockabilly...fui emendando uma coisa na outra e em meia hora tinha toda a canção pronta na cabeça...passei o dia ansioso pra chegar em casa, pegar minha guitarra pra por ela em prática...e ficou do jeitinho que eu tinha imaginado mesmo. Acabei usando o título do disco da Bidê ou Balde como título pra minha canção, bem como o refrão da mesma. Vou colocar a letra aí pra vocês darem uma olhada.
Acho também que muito dessa música eu devo à Hortência, a garota que roubou meu coração de repente e me proporcionou neste último mês alguns dos momentos mais felizes da minha vida. Com certeza é dela que eu falo na letra da canção.
A música já foi passada para a banda Vera Fisher, que vem evoluindo a cada ensaio. Já podemos vislumbrar no horizonte nossa primeira apresentação, provavelmente em agosto.
A banda Intranse Cover com certeza é a banda do meu coração por inúmeros motivos. A amizade, o repertório bacana, a crescente repercussão que conseguimos quando tocamos...
Inclusive marquem aí que no dia 05 de julho a banda Intranse Cover volta ao Berlin para mais uma apresentação delícia cremosa!
Mas tenho que admitir que minha paixão mais ardente hoje em dia (depois da Hortência) é a banda Vera Fisher.
A banda começou mesmo há cerca de três meses e meio, quatro meses. A banda já existia antes de eu entrar. Com a saída do então guitarrista da banda, Toty (vocal), Guilherme (baixo) e Franja (bateria) começaram a procurar por um outro guitarrista. Mas queriam um guitarrista que tivesse a ver com a proposta da banda de fazer o bom e velho rock hebreu dos anos sessenta com uma pitada de insanidade punk, paudurescência ao tocar e amor às causas perdidas (acreditar que ter uma banda de rock pode dar certo). Os três chegaram até mim através de Valdir "Lixo Extraordinário" Batone e Victor "el escama" Emmanuel que disseram pra ele que eu tinha tudo a ver com a poroposta da banda, apesdar de ser um guitarrista medíocre musicalmente...hehehe.
Daí, foi só fazer um primeiro encontro no boteco, definir o que queríamos tocar, as intenções de cada um...e começar os ensaios.
Desde então, toda sexta feira de noite é dia de rock n' roll barulhento e encharcado de cerveja na casa do Franja. De lá pra cá, incluímos alguns covers bacanas como Novos Adultos da banda Walverdes, Morte Por Tesão dos Cascavelletes, além de standards do rock como The Kinks, The Who e Sex Pistols. Mas o cremoso mesmo são as composições. Poucas ainda, é verdade, mas de qualidade. Duas delas de minha autoria, mas com o tempero que só esses três rapazes poderiam dar, inventando backing vocals, arranjos diferentes...e a outra é uma (excelente) composição do Toty que demos um gás sentando o pau na velocidade e saturando a distorção da guitarra.
Vale a pena aguardar pra ver essa delícia num palco perto de você!
Então fico por aqui deixando um abraço gostoso demais pra vocês e dizendo que em breve voltaremos com novos textos.
Pra finalizar a letra da tão falada canção.
SE SEXO É O QUE IMPORTA SÓ O ROCK É SOBRE AMOR
(Paulo Argollo)
Ela disse: O que ela espera de um cara é atenção
Mas também, ela admite, é importante ter tesão
Ela já me disse que não pensa em se casar
Meu deus, essa garota ainda vai me conquistar
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Sábado de noite, a noite não quer acabar
Pra quê que eu vou dormir, se amanhã tenho que acordar?
Cerveja e rock n' roll é o que eu preciso pra viver
Com ela do meu lado o que mais eu posso querer?
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Abro o jornal e nada me chama a atenção
Largo tudo de lado e ligo o aparelho de som
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Ok, eu confesso, ela já me conquistou!
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor
Uap-Tchuap-Uapap-Tchuap
Santíssima Trindade: Sexo - Drogas - Rock n' roll.
Mopho - 12:32 PM Comentários::
Terça-feira, Maio 13, 2008
Como pode ser tão doloroso tomar a decisão que lhe parece a mais correta?
SONETO DE SEPARAÇÃO
Vinícius de Morais
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Valeu de novo, Poetinha, porque eu não sabia mais o que dizer...
Mopho - 10:38 PM Comentários::
Terça-feira, Abril 22, 2008
Cores...
Antes era cor-de-rosa. Com um cheiro de não sei bem o quê, mas um cheiro doce.
Quando não se sabia que a realidade fatalmente lhe cairia nas costas como a chuva. Mas uma vez com esse peso nas costas molhadas, deixou tudo como estava.
E tudo depende muito nessa idade, sabe? A realidade é cinza por natureza. Natureza morta. Mas tu pode pintá-la da cor que quiser. Por um tempo ele fez isso, mas se descuidou. Acabou se envolvendo demais com as cores e esqueceu que aquela era essencialmente a realidade. Ele poderia pintá-la, mas não poderia torná-la menos dura.
Foi então que largou as tintas.
Foi deixando tudo correr, sem querer interferir por medo. Medo de se ferir.
Que grande besteira!
Mas durou pouco.
Logo o vermelho lhe bateu de frente com seu jeito intenso e inconsequente. Ele não resistiu. Estava tomado por desejos e canções malucas, dividindo cigarros no sofá.
Tardes de domingo que sonhava intermináveis.
E como um cigarro que vai se queimando a prazerosas tragadas, tudo acabou deixando na boca um gosto de café misturado com uma interrogação. Interrogação não, mas sim retiscências...
Mas não dá pra se prender a essas coisas.
Coisas vagas como cores indefinidas.
Quando deu por si, estava procurando cores onde quer que fosse. Encontrava pedaços pintados de roxo, laranjado e outras cores híbridas. Por pura falta de opção, mas nem sempre púrpura é a cor do coração.
Mas ele insistiu no erro, pagou pra ver e quebrou a cara.
Resolveu então parar de procurar cores.
Afinal de contas, nascera para os sons do universo.
Agora que não procura mais as cores, começa a enxergar várias delas. Cada dia percebe uma nova cor. E cada cor percebida vem acompanhada de uma perfume suave e um sorriso doce.
Se faltam palavras, sobram olhares. E canções.
Agora que começa a perceber que não precisa de todas as cores, se surpreende.
Porque quanto mais se interessa pelo castanho dos olhos, mais vê colorir-se o cinza do mundo real.
Mopho - 12:59 PM Comentários::
Domingo, Abril 20, 2008
Buenas.
Fim de semana inesperadamente inusitado.
A idéia era passar o fim de semana com a Mariana em São Pedro, mas forças maiores me impediram de ir. Passei um sábado como há muito não passava.
Sozinho.
Depois de almoçar, fiquei a tarde toda na internet. Empolguei em ouvir algumas entrevistas do Programa Pânico. Enquanto ouvia, conversei no MSN com o Bart, procurei algumas bandas pra baixar...
Enfim, de noite, assisti um pouco de TV e saí pra tomar uma ceva de leve com Fernando e Gabi. Fazia tempo que eu não tomava uma tão de leve assim. Sentamos, conversamos um pouco...saí de casa onze e meia mais ou menos...um pouco depois da uma da manhã já estava em casa. E aqui estou pra falar pra vocês como isso é legal.
Meus últimos fins de semana foram muito pauleira...bebendo pra caralho, ensaiando com as bandas, não parando em casa...
É bom lembrar de vez enquando como é bom ficar sem fazer nada em casa...
Muito também de eu ficar em casa, é que confesso que fiquei meio mal com o lance de não ter ido pra São Pedro, mais pelo motivo pelo qual não fui.
A avó da Mariana foi internada. Passou mal pra caralho lá...UTI e o caralho a quatro.
Espero que fiquei tudo bem. A avó da Mariana sempre me tratou super bem quando fui pra lá. Sempre dormi na casa dela e tal...e a hospitalidade, simpatia e tudo mais para comigo sempre foram excepecionais! A Mariana tem a quem puxar na família pra ser uma garota tão bacana.
Enfim, com isso acabei não indo porque ia ser um transtorno muito grande...Mas realmente torço pra que tudo acabe bem!
Pensei em várias coisas hoje.
A principal foi a falta que faz em Marília um bar diferente. Pensei nisso baseado em várias coisas, inclusive o fato de o Antonio e o Marcão acharem chata a belíssima música The Concept do Teenage Fanclub.
Pô, seria tão legal se tivesse em Marília um bar que tivesse bandas ao vivo tocando coisas mais sossegadas, tipo essa do Teenage Fanclub, ou coisas como Snow Patrol, The Shins...enfim, bandas com uma sonoridade mais sossegada um pouco.
Porque do mesmo jeito que é legal ir no Berlin ver uma banda sentando o sarrafo, tomar uma ceva e curtir a banda, também deve ser legal ir num bar ver uma banda legal tocando um som mais sossegado, tomar uma ceva com os amigos...ou ir mesmo pra ver a banda tocar.
Vai ser um teste legal tocar essa música do Teenage Fanclub no Berlin justamente pra ver a reação do público. Provavelmente vai ser a hora que a galera vai mijar, pegar cerveja e etc...
Mas foda-se! Eu quero tocar essa música e vamos tocá-la justamente por realização pessoal mesmo minha e do Fernando.
E isso é legal também.
Acho que se tivesse um bar em Marília mais voltado pra esse tipo de música, certamente eu iria não só frequentá-lo, como iria querer tocar lá. Aí, muita gente vai falar do meu jeitão de tocar, sentando o braço e tal...Mas músicas como The Concept não tem essa coisa do peso. Eu acabo tocando com mais suavidade, que é o que a música pede. E tem esse lance de tocar pra si mesmo.
Tocar numa banda como a Intranse Cover é legal, mas a gente depende um pouco da receptividade do público. Se a galera estiver empolgando, cantando junto, pulando e etc, a gente toca com mais tesão e tal.
Tocar num bar coisas do tipo Teenage Fanclub é mais essa coisa de tu tocar pra si, tocar pela beleza das melodias, sem, necessariamente, precisar do público ali na frente do palco cantando junto.
Eu quero um bar diferente, com música diferente...um meio termo. Aqui em Marília é foda. Ou tu vai no boteco ouvir Djavam, ou vai no Berlin ouvir Black Sabbath. Por incrível que pareça, as coisas mais interessantes que tem aparecido na cidade, tem sido no pub, que tem trazido bandas covers de qualidade como Nirvana Cover e Oasis Cover.
Às vezes eu acho que eu tô mesmo é ficando velho...
Mopho - 2:58 AM Comentários::
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Buenas!
Esta é somente para iniciados...hehehe.
História de Hospital
DOUTOR ROBERT
- Ela entrou pela janela do benheiro, com uma colher numa mão e chupando um dedo da outra. Foi quando o martelo de prata caiu na cabeça dela e...
Não! Não foi assim que começou...talvez tenha sido, mas com algumas diferenças.
É esse meu problema, sabe? Da cabeça...eu tenho essas alucinações e acho tudo muito engraçado.
Mas a história começou fora do banheiro.
Tinha aquele velho chato que morava num buraco no meio da rua, um velho sujo e sovina que não gostava de ninguém. Com exceção da irmã dele, que trabalhava numa loja. Dia e noite sem parar ela trabalhava e nos feriados levava o velho pra passear sempre no mesmo lugar.
O velho olhou pra mim certa tarde e disse pra eu largar meu emprego e compor canções. Achei a idéia boa, mas não larguei meu emprego. Ao invés disso, com meu salário comprei um violão e um novo par de chinelo.
Os chinelos me serviram perfeitamente, eram muito confortáveis. Mas o violão não funcionava direito...devia estar com defeito...não saía nenhuma melodia dali quanto eu encostava nele...Até que o George me disse que eu precisava aprender a tocá-lo adequadamente.
Fui pra Inglaterra sonhar com dias mais coloridos e parei no meio da rua para tirar uma foto.
Quando voltei o velho mudara-se de seu buraco para minha casa abandonada desde minha viagem. Fui procurar outro lugar pra morar. Entrei num bar e vi que minhas alucinações ainda continuavam. Vi dois garfos passeando pelo chão, um homem azul bebendo no balcão e numa mesa ao fundo, Hemingway, Gandhi e Raul Seixas conversavam animadamente entre doses de conhaque e Soda Limonada.
Quando os quatro rapazes de terno entraram no bar, notei que as alucinações continuavam. Os quatro rapazes subiram no palco e tocaram suas canções e os casais dançavam.
Eu encontrei uma garota no balcão e a convidei para dançar.
Ela aceitou mesmo estranhando não estar tocando música alguma no recinto. Me abraçou e me beijou. Fomos pra casa e ela foi pro banheiro.
E entrou pela janela. Ou pela porta dos fundos...enfim...
Eu não lembro bem.
Quando cheguei no banheiro ela estava morta. Eu também estava...não!
Eu estava vivo...cheio de esperanças...
TRRRRIIIIIIIIMMMMMMMMMM
Uuuuaaaahh...
Acordei, saí da cama, penteei os cabelos, desci as escadas e tomei um café.
Refletindo, vi que estava atrasado.
Peguei meu casaco, pus meu chapéu. Achei um lugar no segundo andar e fumei um cigarro.
Alguém falou e eu entrei num sonho.
Acho que foi assim que eu comecei a ver tudo isso de forma diferente.
Minhas alucinações, e tudo mais...
...
Mas o que o senhor tinha me perguntado mesmo, doutor?
- Nada não...esquece. Pode ir embora...
Mopho - 3:59 PM Comentários::
Segunda-feira, Abril 14, 2008
Buenas.
Este blog não tem o famoso "arquivo", onde ficam armazenadas as postagens anteriores. O que quer dizer que a cada atualização, o último post da página vai para o limbo, certo?
Errado.
Descobri recentemente que é possível acessar posts antigos do blog através da barra de endereços!
Durante esses dias re-li praticamente meu blog inteiro, desde sua estréia na web!
Cara, que maluquice isso. Passou pela minha cuca momentos que eu nem lembrava, outros inesquecíceis...
Também me mostrou com ainda mais clareza como venho mudando, crescendo, amadurecendo conceitos, idéias, atitudes, comportamento...Também foi legal por várias imagens postadas ao longo do tempo...algumas inusitadíssimas, coloco aí abaixo algumas.
O blog Histórias de Hopsital começou no dia sete de fevereiro de 2003! Anteriormente eu tinha outro blog no servidor weblogger, que pelo que me lembro, e li nos arquivos, era bem tosquinho...
Pra quem quiser, tá aí o link pra vocês verem como foi o começo desse blog, com template diferente e tudo mais...
http://www.hospital.blogger.com.br/2003_02_01_archive.html
Pra ver mais, basta mudar o mês e ano, por exemplo se tu quiser ver o que eu escrevi em setembro de 2005, é só mudar ali 2005_09_01_archive.html
Imagens:

Eu e Fernando Magrelito em diferentes épocas da vida. (nota-se pelos diferentes comprimentos de cabelo...)

Natal da alegria, em 2003 a turma se reuniu na frente do teatro municipal para uma sessão de fotos comemorativas. Acabamos encontrando este simpático senhor que dizia se chamar John Lennon, mas logo após revelou sua verdadeira identidade, o Tarzan Da Cidade, pois em troca de uma ceva, bradou seu grito de guerra:
ÔÔÔÔÔÔUUUUÔÔÔÔÔÔÔÔ...UGA UGA!!! FELIZ NATAL, FERNANDO E TODA A GALERA!
Inesquecível...

Foto do Jefferson, também conhecido por Larry, ex-professor de informática do bloco de comunicação da Unimar. Esta foto foi tirada momentos antes de eu e Victor sermos expulsos da sala de aula.

A finada banda que trocava de nome.

Foto tirada por mim homenageando a Coca-Cola.

Foto tirada em 2003 quando eu fui alguns dias tocar violão pra gurizada de uma escola pública da região norte aqui de Marília...gosto desta foto pelo detalho do garoto no canto da foto batendo continência! Eu tenho mais umas três fotos dessa turminha e em todas o moleque tá com essa pose...um barato!

Foto tirada por mim no show do Cordel do Fogo Encantado em março de 2003 em Marília, quando a banda Azul Marítimo também tocou no I Festival De Músicas Inéditas de Marília (que foi um fiasco, diga-se)

Eu e Ianzito na fúria do metal na frente do saudoso Mocotó.
Desenhos toscos feitos por mim.

E aqui, sob a ótica de Lucas Gordão, a banda Intranse original!
Por hoje é isso.
Abraço!
Mopho - 12:43 PM Comentários::
Segunda-feira, Março 31, 2008
Buenas.
Eu nunca me liguei em política, economia e etc...
Sempre soube por cima os conceitos básicos do capitalismo, comunismo, socialismo e etc...
Em contra-partida sempre me interessei muito por história...e em especial pelas duas Grandes Guerras, nazismo, o holocausto..claro, não pelo horror em si do genocídio que foi a empreitada de titio Hitler, mas sim pelo contexto histórico, pela grandeza do que foi aquilo tudo...o absurdo.
Na verdade acredito que a história do nazismo, a trajetória de Hitler, o terror dos judeus...tudo isso fascina muita gente! Livros com a biografia de Hitler, depoimentos de judeus que sobreviveram aos campos de concentração...filmes retratando o holocausto...tudo isso é consumido vorazmente por milhares de pessoas. O nazismo é pop, e Hitler não poupa ninguém!
Bueno, mas me meti a falar isso tudo por conta de um livro que li, e depois assisti sua adaptação para o cinema.
Trata-se de Olga, o livro de Fernando Morais que retrata com detalhes e muita sensibilidade a vida de Olga Benario Prestes, esposa do mitológico Luis Carlos Prestes que, com sua famosa Coluna Prestes, desbravou o Brasil, caminhando vinte e cinco mil quilômetros combatendo o governo e defendendo o comunismo.
Fazia muito tempo que eu não pegava um livro pra ler. O máximo que vinha lendo eram revistas e, no máximo, um punhado de poemas aqui e ali...
Estava afim de dedicar minha cabeça a alguma coisa a mais. Achei esse livro perdido ali e resolvi começar a ler.
A narrativa de Fernando de Morais é tão envolvente que eu fui me interessando cada vez mais. E as passagens do começo da vida de Olga são recheadas de aventuras dignas de Hollywood.
E o livro vai ficando tenso à medida que Olga, após se envolver com Luis Carlos Prestes, vem para o Brasil e tenta com Prestes fazer a revolução comunista no país.
Daí em diante, o livro torna-se fascinante pelo jogo político que toma conta da trama. Espionagem, tortura, traições, alianças políticas secretas, a Gestapo no Brasil, o governo americano envolvido até o pescoço para não permitir que o comunismo entrasse no Brasil...tudo contado em detalhes numa narrativa hora empolgante, hora dramática...
E no fim, culmina com a deportação de Olga, que era judia e comunista, além de estar grávida de sete meses. Olga é entregue de bandeija pelo governo de Getúlio Vargas à Gestapo na Alemanha, onde Olga teve sua filha, Anita, numa prisão, e depois, foi separada da filha e mandada para um campo de concentração onde foi executada na câmara de gás em 1942.
Li o livro todo em três dias. Fiquei impressionadíssimo com a história, ainda mais por ser tudo comporvadamente real. Inclusive as questões mais secretas da política. O autor Fernando Morais, jornalista e escritor, ficou anos fuçando bibliotecas, embaixadas, cartórios e etc de Berlin, Munique, Washington, Paris, Londres...por todo lugar onde Olga e Prestes passaram...comprovando assim o envolvimento da Gestapo na deportação de Olga, na espionagem americana e britânica, infiltrando agentes secretos no partido comunista brasileiro...Realmente um trabalho de jornalismo fabuloso.
Aí, me empolguei para assistir o filme, do mesmo título e baseado no Livro de Fernando Morais.
Com a direção irretocável de Jayme Monjardim, o filme realmente impressiona! Além de contar com a belíssima e extremamente competente atriz Camila Morgado no papel principal, o filme ainda contou com Fernando Montenegro e Osmar Prado. Foi muito bem ambientado na época, tem uma fotografia primorosa e um roteiro fiel ao livro.
Como uma imagem vale muito, o filme acabou sendo pra mim mais intenso que o livro.
No livro, por exemplo, ao descrever a situação de Olga na prisão brasileira, o autor descrevia o geral, falava de várias pessoas que estavam ali presas, incluindo o escritor Graciliano Ramos e outras personalidades...falava das atividades ali, o que acabava não deixando impressa a tensão toda que Olga passava nos primeiros meses de gravidez.
No filme, por falta de tempo, esses detalhes foram excluídos, mostrando apenas a agonia de Olga.
Por várias vezes o filme faz tremer até mesmo o mais embrutecido dos corações.
A cena em que Olga é separada de sua filha é impressionante. Fortíssima, me fez ir às lágrimas inclusive, coisa que há muito tempo não acontecia comigo vendo um filme. A atuação de Camila Morgado é fantástica.
Sinceramente, fui assistir ao filme com aquele pé atrás, já que na grande maioria das vezes, filmes baseados em livros, dificilmente conseguem ser tão bons quanto o livro.
E este filme me impressionou. Extremamente fiel ao livro, claro, sem inúmeros detalhes, mas passou a mensagem do livro mais ou menos como eu imaginava.
Além de tudo, acho muito válido assistir filmes assim de vez enquando e depois parar um pouco pra pensar no que se acabou de ver. Pensar no horror da Segunda Guerra e do que representou a intolerância estúpida do nazismo nunca é demais. Pra se pensar no valor da vida e das diferenças. Pensar que milhares de vidas podem ser eliminadas facilmente, outras milhares, serem dominadas por um governo, ao mesmo tempo, tirano e sedutor como foi o nazismo que ganhou adesão da maioria da população alemã!
Pensar em como é doloroso, ser privado de estar com quem você ama, marido e filha como o caso de Olga...
Mas também, pensar o quanto vale a pena lutar e acreditar em seus ideias, sejam eles quais forem. Mas ter onde se apegar. Acreditar que você pode fazer alguma coisa especial. Ter certeza que tudo que você faz tem um sentido, uma razão. E vale a pena fazer sacrifícios por isso.
Pensar como é importante aprender a amar, não ter medo de se prender a alguém. Notar que é fundamental para a sobrevivência que tu ame alguém, seja amado. Porque isso é o que mais lhe trará forças.
São tantas as lições a serem tiradas da vida de Olga Benario Prestes. São tantas as verdades!
Por mais cruel, desumana, injusta e covarde tenha sido a morte de Olga Benario Prestes, com certeza ela não morreu em vão. E merece ser lembrada para sempre. Não só como mártir, mas como vencedora.
Abraços.
Mopho - 1:45 PM Comentários::
Quarta-feira, Março 26, 2008
Buenas!
Reflexões...
Tudo acontece de repente.
As coisas que mais deixam marcas, boas ou ruins, acontecem sem que tu se dê conta.
E eu insisto em querer planejar tudo. Negando meus instintos. Instintos esses que acredito, uma vez ou outra, estejam certos e minha racionalidade me coloque na contra-mão de tudo.
Num fim de semana tão cheio de surpresas como foi este, isso me deixa ainda mais pensativo.
Na verdade, não foi só o fim de semana. Acabo falando mais por tentar tornar o troço mais concreto para você, pobre leitor, que em geral fica aqui lendo idéias vagas...Mas fica claro pra mim, que quando eu me liberto dessa coisa de racionalizar tudo, acabo me saindo bem. Acho que tem a ver também com o lance de não me sentir pressionado.
Me sinto bem agora. Acho que há um bom tempo eu não vinha escrever neste blog me sentindo tão bem.
Acho que todo mundo já pensou em ser outra pessoa. Pelo menos ter características de outras pessoas...
É muito ruim quando você não se sente suficientemente bom. Ás vezes nem tanto para os outros, mas para si mesmo. É a velha história de auto-estima baixa, insegurança, falta de auto-confiança...Mas para os outros também.
Pensei muito nessa coisa de ser mais do jeito tal de Fulano, ou falar ou agir mais como o Ciclano...sabe como é? No fim das contas não consigo fazer isso. Por mais que eu não acredite em mim mesmo, não consigo também fingir ser outra pessoa. Mas mesmo assim me pressiono a tentar fazê-lo. E não consigo nada e ainda me sinto frustrado.
E de repente, quando largo mão de tudo isso, relaxo e deixo as coisas como estão, as coisas fluem naturalmente...
Bom, ou eu sou muito burro pra insistir nesse troço todo de querer raciionalizar as coisas, ou...sei lá...eu devo ser muito burro mesmo.
Mas isso não importa!
Agora, eu quero mais é aproveitar este momento bacana, eu me sinto bem. Não me sinto seguro, afinal de contas, nunca me senti, mas me sinto mais determinado.
Penso, logo desisto. Então não penso.
A letra de Hail Hail do Pearl Jam nunca fez tanto sentido pra mim quanto agora. Sim, me dou por vencido. Mas com a certeza de que estou no caminho certo. É como disse o velho guru George na canção Any Road: "se você não sabe pra onde está indo, qualquer caminho te leva até lá."
E como diz a já citada Hail Hail: "eu não quero pensar, quero sentir".
Estou determinado a não ter certeza de nada.
Estou determinado a viver tudo agora.
Estou determinado a não querer entender nem a mim mesmo, nem ninguém.
Num fim de semana tão maluco, noites de sexta feira e de sábado me fazem sorrir e acreditar numa certa doçura no mundo que aos poucos vinha sumindo...
Chega de pensar!
"(...)
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."
(do poema Tabacaria, de Álvaro de Campos - 1928)
Mopho - 1:23 PM Comentários::

